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AGU moderniza concursos e adota o Exame Nacional da Advocacia Pública

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Crédito da foto: Daniel Estevão/Ascom AGU — Reprodução/AGU

AGU moderniza concursos e adota o Exame Nacional da Advocacia Pública

Novo modelo será aplicado aos concursos para Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central. Primeiro ciclo já tem 170 vagas autorizadas.

Quem está se preparando para as grandes carreiras jurídicas federais precisa ficar atento a uma mudança importante anunciada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

O Conselho Superior da AGU aprovou, nesta sexta-feira (4), um novo modelo para os concursos de ingresso nas carreiras de Advogado da União, Procurador da Fazenda Nacional, Procurador Federal e Procurador do Banco Central do Brasil.

A principal novidade é a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública (ENAP), que passará a funcionar como uma etapa prévia de habilitação para os concursos dessas quatro carreiras.

E a mudança pode alterar significativamente a estratégia de preparação dos candidatos.

O que é o Exame Nacional da Advocacia Pública?

O Exame Nacional da Advocacia Pública será uma etapa eliminatória anterior aos concursos específicos das carreiras da Advocacia Pública Federal.

Isso significa que o candidato precisará ser aprovado no exame para poder avançar no processo de ingresso nas carreiras.

Um ponto importante: a nota obtida no ENAP não será utilizada para classificação nos concursos específicos.

Na prática, o exame funcionará como uma espécie de filtro inicial. Depois de habilitado, o candidato poderá participar das etapas seguintes dos concursos das carreiras.

Uma única prova objetiva para quatro carreiras

Outra mudança relevante está na possibilidade de o candidato habilitado realizar as provas objetivas das quatro carreiras mediante o pagamento de uma única taxa de inscrição.

Assim, o novo modelo permite que o candidato mantenha abertas diferentes possibilidades dentro da Advocacia Pública Federal.

As quatro carreiras abrangidas são:

  • Advogado da União (AGU);

  • Procurador da Fazenda Nacional (PFN);

  • Procurador Federal;

  • Procurador do Banco Central do Brasil (Procurador do BCB).

A mudança busca tornar o processo seletivo mais eficiente e evitar uma situação que vinha ocorrendo nos concursos anteriores: candidatos aprovados simultaneamente em mais de uma carreira.

Segundo a AGU, essa sobreposição dificultava a recomposição do quadro de membros da instituição.

Quando o candidato escolherá a carreira?

O novo modelo também modifica o momento em que o candidato precisa definir sua carreira.

Depois das etapas iniciais, antes das provas discursivas, o candidato deverá escolher para qual das carreiras pretende realizar essa etapa do concurso.

Essa alteração é estratégica.

Em vez de o candidato precisar decidir antecipadamente qual carreira seguir, o novo formato permite que ele avance pelas etapas iniciais e faça sua escolha posteriormente.

Para quem está estudando, isso aumenta a importância de construir uma preparação sólida e abrangente para a Advocacia Pública Federal.

Curso de formação passa a ser etapa final

Outra novidade anunciada pela AGU é a inclusão de um curso de formação como última etapa do concurso.

O curso terá caráter eliminatório e será realizado especificamente para cada uma das quatro carreiras.

Com isso, o processo seletivo passa a contar com uma etapa voltada à formação do candidato antes de seu ingresso efetivo na carreira.

E as vagas? Já existe concurso autorizado

A notícia é ainda mais relevante para quem pretende começar ou intensificar a preparação.

Atualmente, a AGU possui autorização para realizar concursos com 170 vagas distribuídas entre as quatro carreiras:

Carreira

Vagas

Advogado da União

50

Procurador Federal

50

Procurador da Fazenda Nacional

50

Procurador do Banco Central

20

Total

170

De acordo com a AGU, os concursos têm previsão de abertura ainda em 2026.

O que muda para quem está estudando?

A principal consequência para os candidatos é estratégica.

Com a criação do Exame Nacional da Advocacia Pública e a possibilidade de participação nas provas objetivas das quatro carreiras, a preparação tende a exigir uma visão ainda mais integrada das matérias cobradas nas carreiras da Advocacia Pública.

Isso significa que o candidato não deve olhar para cada concurso de forma completamente isolada.

A preparação precisa considerar uma base comum forte, especialmente porque o novo modelo permite que o candidato avance no processo seletivo antes de definir a carreira para a qual direcionará as etapas discursivas.

Além disso, a existência de 170 vagas autorizadas torna o cenário especialmente relevante para quem já vinha se preparando para as carreiras jurídicas federais.

Uma nova estratégia para as carreiras jurídicas federais

A mudança anunciada pela AGU representa mais do que uma alteração no formato das provas.

Ela modifica a própria lógica de preparação e participação nos concursos.

O candidato que pretende disputar uma vaga de Advogado da União, Procurador Federal, Procurador da Fazenda Nacional ou Procurador do Banco Central deverá acompanhar de perto a regulamentação do novo modelo e, principalmente, o edital do Exame Nacional da Advocacia Pública.

Até a publicação dos editais, detalhes importantes sobre conteúdo, disciplinas, critérios de aprovação, etapas e cronograma ainda deverão ser definidos.

Por isso, para quem já tem como objetivo uma carreira na Advocacia Pública, este não é o momento de esperar o edital para começar a estudar.

A autorização de 170 vagas e a previsão de abertura dos concursos ainda em 2026 colocam essas carreiras no radar dos candidatos que buscam os grandes concursos jurídicos federais.

Fique de olho

O novo modelo dos concursos da AGU traz quatro pontos que merecem atenção:

1. O Exame Nacional da Advocacia Pública será uma etapa prévia e eliminatória;

2. A nota do exame não será utilizada para classificação nos concursos específicos;

3. O candidato habilitado poderá realizar as provas objetivas das quatro carreiras pagando uma única taxa;

4. Antes das provas discursivas, deverá escolher a carreira que pretende disputar, e o processo terá ainda um curso de formação eliminatório como etapa final.

Para quem sonha com uma carreira jurídica federal, a preparação começa antes do edital.

Acompanhe o JURIS para ficar por dentro das próximas informações sobre os concursos da Advocacia Pública e das demais grandes carreiras jurídicas.

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